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Informações sobre a cidade de Aparecida - SP
APARECIDA - SÃO PAULO

HISTÓRICO:

Deve-se a origem do nome de Aparecida, sede do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e dos brasileiros católicos, ao encontro da imagem da Santa, nas águas do Rio Paraíba pelos pescadores João Alves e Felipe Pedroso, dois dos primeiros habitantes deste torrão sagrado.

A história do município de Aparecida se confunde com a história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira

e Protetora do Brasil.

Segundo a lenda ,havia sido jogada às águas do Rio Paraíba, em Jacaréi, uma imagem que havia de afastar uma serpente que atravessava aquele rio e que podia até, segundo dizia o povo daquela época , destruir a cidade que também fica a uns 200 metros, num planalto, também à margem direita do referido rio . Já de acordo mais com a história e menos com as lendas, tudo começa quando um certo capitão José Correia Leite adquire um lote de terras em um rincão selvagem denominado Tetequeras, as margens do rio Paraíba do Sul, distante apenas alguns quilômetros ao sul da Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá. O lugar passou a ser conhecido como Porto José Correia Leite (atual Porto Itaguaçu).

Em meados do ano de 1717 correu a notícia na Vila de Guaratinguetá, que o então Governador das Capitanias de São Paulo e Minas Gerais, Dom Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conhecido como Conde de Assumar, iria se hospedar na vila, junto com toda a sua comitiva,

no período compreendido entre os dias 17 a 30 de outubro, do referido ano, rumo a Vila Rica (atual Ouro Preto) nas Minas Gerais, através da estrada real.

Na Vila de Guaratinguetá, o Conde de Assumar aguardaria o transporte e traslado de sua bagagem, que havia sido deixada no Porto de Paraty, vinda do Rio de Janeiro.

A Câmara Municipal de Guaratinguetá viu-se obrigada a tomar providências urgentes para abastecer a mesa de tão ilustre convidado e de seu séquito. Para isso incumbiu aos pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves a importante tarefa de recolher peixes para prover a mesa das distintas autoridades. Os mesmos partiram então para realizar uma pescaria, com seus barcos percorrendo as margens do rio paraíba, descendo e subindo pelo seu leito, porém fracassaram na empreitada, mesmo após inúmeras e infrutíferas tentativas.

Desanimados e exaustos atracaram seus barcos as margens do então Porto José Correia Leite, onde numa última e derradeira tentativa, o pescador Joâo Alves, lançou sua rede nas águas escuras do rio Paraíba do Sul. Ao puxá-la de volta percebeu que algo pesado havia se enroscado nas malhas de sua rede e para sua surpresa e de seus amigos, viram emergir das águas, agarrada a rede, a figura de uma imagem sacra,porém sem a cabeça, com anjos esculpidos ao redor de seus pés. Arremessando novamente a rede nas águas do rio, trouxe desta vez à tona a cabeça da imagem, cujo encaixe se mostrava perfeito em relação ao corpo. Reunido corpo e cabeça notaram tratar-se de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Animados lançaram mais uma vez suas redes no rio e, para surpresa e espanto geral de todos, desta vez suas tarrafas vieram abarrotadas de peixes graúdos. Era tanto peixe que os pequenos barcos ameaçaram adernar e afundar com tão profícua pescaria.

Exultantes de alegria resolveram contar o milagre presenciado pelos três na Câmara Municipal de Guaratinguetá, mas antes passaram pela casa de Felipe Pedroso, onde deixaram a imagem milagrosa sob a proteção e cuidados de Silvana Rocha, mãe de João, esposa de Domingos e irmã de Felipe.

Depositaram-na dentro de um baú, envolvendo corpo e cabeça, separadamente, com um pano. Durante nove anos a casa da família de Felipe Pedroso foi o primeiro oratório de adoração, para onde começaram a correr, primeiramente,

vizinhos e parentes e depois os primeiros devotos, a se reunirem para rezar e adorar a imagem, atraídos pelas histórias de milagres creditados a santa aparecida do fundo das águas do rio.

Com o falecimento de João Alves e Domingos Garcia, a imagem passou a pertencer em definitivo a Felipe Pedroso, único sobrevivente da milagrosa pescaria, cuja casa situada perto da Ponte de Sá (proximidades da atual estação ferroviária de Aparecida) a imagem permaneceu por sete anos. Mais tarde o local de adoração da Santa passou a ser outro, quando Felipe Pedroso mudou-se da casa junto a Ponte de Sá, passando a residir na Ponte Alta.

Em 1739, já idoso, Felipe Pedroso muda-se mais uma vez, agora para o Itaguaçu (o mesmo local onde a imagem da Santa Aparecida foi encontrado em 1717), e entrega a imagem para seu filho Atanásio Pedroso.

A casa de Atanásio passa a ser então o novo local de peregrinação e adoração da Santa Aparecida. Até então a imagem sagrada permanecia guardada dentro de um baú, só sendo retirada nos momentos de prece quando então era colocada sobre uma mesa. Atanásio constrói o primeiro altar dedicado a santa dentro de sua casa, feito de madeira e um oratório, também de madeira, trabalhados de próprio punho.

O número de devotos que buscavam conforto espiritual e milagres, que a santa proporcionava, não parava de crescer, tanto que acabaram chegando aos ouvidos do vigário da paróquia de Guaratinguetá, Pe. José Alves Vilela.

Este enviou então o seu sacristão João Potiguara para observar e presenciar o número de devotos, as curas e os milagres atribuídos à Santa Aparecida. Baseado nas informações deste e de outras pessoas, resolveu o Pe. João Alves construir uma capelinha ao lado da casa de Atanásio, a primeira construção destinada exclusivamente à adoração da santa, no porto Itaguaçu (antigo Porto José Correia Leite), local onde a imagem foi originalmente encontrada.

Reza a lenda que por três vezes o vigário da paróquia de Guaratinguetá tentou levar, durante a noite, a imagem da santa para a Vila de Guaratinguetá, mas o povo, às escondidas, trazia-na de volta. Correu também o boato de que a imagem da santa voltava sozinha para a humilde capela do Porto Itaguaçu.

No ano de 1743, foi acordado (com a autorização do bispo do Rio de Janeiro) a construção de uma nova capela no alto do Morro dos Coqueiros, construção terminada dois anos mais tarde, no dia 26 de junho de 1745 (dia consagrado a Santa Ana) e data na qual foi realizada, também, a primeira missa em louvor a santa.

A imagem APARECIDA do fundo das águas do rio Paraíba do Sul (daí o nome pela qual a santa passou a ser conhecida, Nossa Senhora Aparecida) permaneceria na capela do alto do Morro dos Coqueiros do ano de 1745 até o ano de 1883.

Assim, vinte e oito anos após aparecida a imagem do fundo das águas do rio Paraíba do Sul, a imagem permaneceria na capela do alto do Morro dos Coqueiros por 138 anos.

Em 1894 chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas que iniciaram um trabalho de atendimento ao já considerável e crescente número de devotos que acorriam a então vila de Aparecida.

Foi por iniciativa destes que em 1894 foi iniciada a construção da primeira igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida, em substituição a capela do alto do Morro dos Coqueiros, cujo término se deu em 1898, já que a antiga capela não comportava mais o grande número de peregrinos que acorriam para as missas e rezas lá realizadas.

No dia oito de setembro de 1904. o Bispo José Camargo de Barros celebrou a missa que coroou solenemente a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

No dia vinte e nove de abril de 1908 a primeira igreja dedicada a Santa Aparecida foi elevada a categoria de Basílica Menor.

No dia dezessete de dezembro de 1928 a então vila que se formou no entorno da Basílica Menor, tornou-se município emancipado da comarca de Guaratinguetá, da qual era um distrito, de acordo com a lei estadual nº2.312, de dezessete de dezembro do referido ano.

No ano de 1929 por determinação oficial do Papa Pio XI, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada e aclamada como Padroeira e Rainha do Brasil. Aparece também a figura do romeiro, pessoas que vinham em romarias (conjunto de indivíduos que vinham em grupos, caminhando a pé, oriundos de lugares distantes, especificamente para pagar as promessas, graças aos milagres e curas alcançadas por interseção de Nossa Senhora Aparecida). Esse crescente fluxo de romeiros e devotos tornou pequena a então Basílica Menor, até que por iniciativa dos missionários redentoristas e dos senhores bispos foi acordada a construção de uma nova basílica.

A construção deste novo monumento da fé iniciou-se no dia onze de novembro de 1955, e passaria a se tornar o maior santuário mariano do mundo.

A planta da nova basílica reúne um conjunto arquitetônico em forma de cruz de Santo André, sendo concebida e eleborada pelo arquiteto Benedito Calixto de Jesus Neto.

Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo II, recebendo o título de Basílica Menor.

No ano de 1984 foi declarada oficialmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com a denominação de Basílica de Aparecida Santuário Nacional.

BASÍLICA VELHA:

A antiga capela construída pelo Padre José Alves Vilela no ano de 1745 passou por duas reformas: uma entre os anos de 1760 a 1780 e a segunda entre os anos de 1824 a 1834. Foi nesta segunda reforma que a basílica recebeu uma nova fachada, acompanhada por duas torres laterais.

Em julho de 1844 foi constatado pelo mestre de obras José de Melo Costa, a pedido da junta administrativa que cuidava do patrimônio da igreja, que uma das torres não oferecia segurança, sendo então demolida. Foi iniciada então a construção de uma nova torre, terminada dezenove anos mais tarde, em janeiro de 1864.

A igreja tem estilo predominantemente barroco, ostenta por dentro um altar-mor e um retábulo feitos com mármore de carrara. Por sobre o altar foram esculpidas, também em mármore de carrara, figuras que representam as virtudes.

Tombada como monumento histórico-religioso e arquitetônico através da resolução nº II de 18 de abril de 1982, a igreja possui também sonoros carrilhões que sempre entre as 12:00 e 18:00 horas, tocam, encantando moradores e turistas.

BASÍLICA NOVA:

Projeto arquitetônico planejado e concebido por Benedito Calixto de Jesus Neto possui 173 metros de comprimento por 168 de largura. Em sua construção foram utilizados mais de 25 milhões de tijolos e aproximadamente 40.000 m3 de concreto cobrindo uma área total construída de cerca de 23.000 m2 das quais 18.000 m2 são de área coberta.

Com o formato de uma cruz grega, suas naves chegam a atingir até 40 metros de altura. A cúpula mede 70 metros de altura com um diâmetro de até 78 metros. A torre lateral chega a medir 100 metros de altura.

A Basílica Nacional de Aparecida tem capacidade para abrigar até 75 mil pessoas de uma só vez e chega a receber anualmente até 75 milhões de peregrinos.

PORTO DE ITAGUAÇU:

Local em que os pescadores: João Alves, Domingos Garcia e Felipe Pedroso, encontraram a imagem milagrosa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em uma pescaria.

O Porto foi recentemente remodelado e conta com uma infra-estrutura capaz de atender ao grande fluxo de romeiros e visitantes que para lá se dirigem. No local há um marco esculpido pelo artista aparecidense Chico Santeiro.

MIRANTE DAS PEDRAS:

O local possui como principal atração uma imagem de Nossa Senhora Aparecida medindo cerca de 1,80 metros de altura, além de uma bela vista da cidade, do rio Paraíba do Sul e da Serra da Mantiqueira.

Possui este nome por ser um local onde há um grande afloramento de pedras. Encontra-se no caminho do Porto Itaguaçu.

MORRO DO CRUZEIRO:

Há cerca de 680 metros de altitude, oferece bela vista da cidade e redondezas. O local é guarnecido e sombreado por enormes árvores, o que o torna particularmente agradável. Em seu percurso foram construídas 13 capelas em estilo neoclássico que abrigam os passos da via sacra, inclusive um sepulcro com a imagem de Cristo morto.

Morro de peregrinações desde a década de 20 quando foi construída no local uma grande cruz pelos missionários redentoristas. É curioso observar durante a subida a significativa quantidade de placas espalhadas pelo local em agradecimento as graças alcançadas pelos romeiros.

GENTÍLICO : APARECIENSE

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

Distrito criado com a denominação de Aparecida, por lei provincial nº 19, de 04 de março de 1842, no Município de Guaratinguetá. Lei nº 38, de 15 de março de 1844, extingue o Distrito de Aparecida, no Município de Guaratinguetá. Lei nº 131, de 25 de abril de 1880, cria novamente o Distrito de Aparecida, no Município de Guaratinguetá Lei nº 3 de 15 de fevereiro de 1882, extingue novamente o Distrito de Aparecida na Vila de

Guaratinguetá, restabelecido pelo Decreto Estadual nº 147, de 04 de abril de 1891.

Cidade por força da Lei Estadual nº 1038, datada de 19 de dezembro de 1906.

Na divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Distrito de Aparecida figura no Município de Guaratinguetá.

Elevado à categoria de Vila com a denominação de Aparecida, por Lei Estadual nº 2312, de 17 de dezembro de 1928, desmembrado de Guaratinguetá, constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 30 de março de 1929.

Na divisão administrativa do Brasil, referente ao ano de 1933, o Município de Aparecida se compõe de um só Distrito, o de mesmo nome, assim permanecendo nas divisões territoriais datadas de 31-XII­1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, e no quadro territorial fixado pelo Decreto-Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, para vigorar no qüinqüênio 1939-1943.

De acordo com o Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro da divisão territorial judiciário-administrativa do Estado de São Paulo, vigente em 1945-1948, o Município de Aparecida passou a abranger os Distritos de Aparecida e Roseira.

Assim permanece nos quadros territorial fixados pelas Leis nº 233, de 24-XII-1948 e 2456, de 30-XII­1953, 1954 e 1958.

Lei Estadual nº 5285, de 18 de fevereiro de 1959, desmembra de Aparecida o Distrito de Roseira.

Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído do Distrito Sede.

Assim permanecendo em Divisão Territorial datada de 15-VII-1997.


Clínica Ágape Cotia



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